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ROSTO DE AMUNET Em 1925 o embaixador americano no Egito, um médico chamado J. Morton Howell, doou uma múmia e um sarcófago de madeira ao museu da Sociedade Histórica de Ohio, situado em Columbus, capital daquele estado. Os hieróglifos informavam que o corpo pertencia a uma jovem chamada Nesykhonsupashery. Assim se acreditava até agosto de 2013 quando se descobriu que o corpo não se ajustava ao caixão. O ataúde foi comprado vazio e outra múmia colocada em seu interior. Ignora-se que fim levou a múmia de Nesykhonsupashery. Diante da descoberta, a múmia foi rebatizada de Amunet, que significa "A Oculta".

MÚMIA DE AMUNET Tomografias computadorizadas revelaram que o corpo da mulher estava em boas condições quando ela morreu, com poucos sinais de lesão ou desgaste, porque não deveria fazer trabalho pesado. Ela provavelmente nunca carregou nada na cabeça e, com certeza, nunca transportou nada nas costas.e também nunca passou muito tempo em pé. A análise dos ossos e dos órg„os remanescentes permitiu aos pesquisadores excluírem muitas doenças como causa da morte, embora a verdadeira causa não tenha sido encontrada. Ela teria cerca de 40 anos de idade quando faleceu e deve ter vivido por volta de 800 a.C. A espinha dorsal foi descrita como "imaculada" e suas juntas estão em estado "invejável" para uma mulher da sua idade. Para as bandagens não foram usados trapos velhos, mas sim tecidos feitos especialmente para ela. No interior do corpo permanecem em seus lugares os pulmões, o fígado e os rins indicando que o trabalho de mumificação foi feito de forma amadora, ou apressadamente. Isso porque normalmente os órgãos são removidos e embalsamados separadamente.

ROSTO DE AMUNET Na foto à esquerda uma visão lateral da reconstituição da face de Amunet. A artista forense Alexandra Keenan-Krilevich foi quem reconstituiu o rosto da múmia.