Descobertas Arqueológicas

ROSTO DE TUTANKHAMON

Qual terá sido a verdadeira aparência do faraó Tutankhamon (c. 1333 a 1323 a.C.)? A tecnologia da tomografia computadorizada em 3D foi empregada para tentar responder a essa pergunta. A técnica permitiu reconstituir a face e caracteríticas do crânio do faraó a partir da sua múmia. Em 2005, a cabeça do faraó foi escaneada em camadas com 0,62 milímetros de espessura para registrar suas complicadas estruturas. Então, um renomado antropólogo forense francês, Jean-Nol Vignal, utilizou centenas dessas imagens em 3D para fazer um "mapa do crânio". Ele determinou as medidas básicas e as características da face de Tutankhamon, inclusive a posição da boca, o formato do queixo, a escala de tamanho do nariz e a espessura da pele. Com emprego desse "mapa" foi feita em silicone uma reconstituição da face do faraó. A antropóloga e escultora que o criou, Elisabeth Dayns, ocupa uma das lideranças mundiais em seu ramo de trabalho. Ela se baseou nas informações referentes à profundidade do tecido para espalhar argila sobre modelos de plástico do crânio. Depois acrescentou camadas de silicone semelhante à pele, estimou a densidade das sobrancelhas e as formas e tamanhos aproximados do nariz, lábios e orelhas. Os últimos retoques foram a colocação de olhos de vidro e o implante dos cabelos. Com relação ao tom da pele, que na realidade pode ter variado do muito escuro ao muito claro, foi usado o tom comum médio dos egípcios da atualidade. Acrescentou-se a maquiagem dos olhos conhecida como kohl, pois deve ter sido usada pelo rei. O resultado pode ser visto na foto acima.


ROSTO DE TUTANKHAMON





Uma segunda equipe formada por arqueólogos e técnicos egípcios realizou, concomitante e separadamente, outra reconstituição que vemos à esquerda.




ROSTO DE TUTANKHAMON






Paralelamente a isso, a Revista National Geographic forneceu os dados do escaneamento da múmia para uma equipe forense norte-americana, a qual trabalhou sem saber a quem pertencia o crânio. Susan Antón, professora de antropologia, o médico Bradley Adams e o artista Michael Anderson produziram o seu próprio modelo. Ela logo identificou a pessoa misteriosa, acertadamente, como sendo um homem, caucasiano do norte da África, com cerca de 18 ou 19 anos de idade. O resultado obtido, visto ao lado, validou as conclusões da equipe francesa, pois o molde em gesso que produziram foi bastante similar ao busto de silicone.



Na realidade, o resultado das três equipes foi idêntico ou muito similar no aspecto básico do rosto, no tamanho, formato e aspecto dos olhos e na proporção do crânio. As principais diferenças foram o formato da ponta do nariz e das orelhas. As versões francesa e americana apresentaram narizes e queixos semelhantes, mas a egípcia mostrou um nariz um pouco diferente e uma mandíbula e queixo mais fortes. Especialistas internacionais de anatomia concluíram que o crânio alongado do faraó é uma variante antropológica normal, não o resultado de enfermidade ou anormalidade congênita. O fato dos dentes superiores se salientarem além dos dentes inferiores parece ter sido uma característica familiar. Ele tinha uma pequena fenda no céu-da-boca, a qual, entretanto, não deve ter afetado a articulação das palavras.


TUTANKHAMON SAINDO DE UMA FLOR DE LÓTUS


Os trabalhos resultantes foram, ainda, surpreendentemente similares a uma famosa peça encontrada no túmulo do faraó. Nela ele aparece com rosto de criança como se fosse o deus-Sol ao amanhecer nascendo de uma flor de lótus. A despeito de tudo, alguns aspectos da aparência do rei permanecerão um mistério. O formato da parte superior do nariz, o formato das orelhas, a cor dos olhos e o tom da pele não podem ser determinados pelo escaneamento e tais dados serão para sempre desconhecidos. (Fotos do Supreme Council of Antiquities, Egito, Associated Press e National Geographic Society, 2005)







ROSTO DE TUTANKHAMON Em data anterior, um equipamento de alta tecnologia já havia sido empregado por cientistas britânicos e neo-zelandeses na tentativa de se descobrir qual a verdadeira fisionomia de Tutankhamon. O trabalho resultou em uma cabeça em fibra de vidro, como podemos ver na foto ao lado, que se encontra exposta no Museu da Ciência, em Londres, desde setembro de 2002. Aplicando técnicas digitais empregadas em investigações criminais, os estudiosos acreditam ter chegado a um resultado bastante satisfatório e que representa, provavelmente, a verdadeira face daquele rei. Como a cabeça mumificada de Tutankhamon está muito danificada, os técnicos usaram uma série de raios X tirados em 1968 para fazer o modelo do rosto. Um especialista em reconstrução facial do London College escaneou traços de pessoas do mesmo sexo, idade e grupo étnico do faraó para criar um modelo de pele, material que foi adicionado a um crânio digital tridimensional. Artistas da Nova Zelândia coloriram o crânio. Finalmente, escultores criaram um molde em argila que serviu de base para a cabeça final.




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