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ROSTO DE TAKABUTI Ela faleceu por volta de 660 a.C. e foi enterrada em Tebas. Era filha de um sacerdote de Amon e, portanto, sua família deve ter sido rica. Com boa alimentação proveniente das oferendas àquela divindade, sua morte, entre os 20 e os 30 anos de idade, deve ter sido causada por doença, embora não tenha sido possível descobrir qual. O falecimento nessa faixa etária não era fora do comum no antigo Egito, pois lá a média da expectativa de vida estava em torno dos 40 anos. Acredita-se que fosse casada, mas não teve filhos. As inscrições no sarcófago revelaram seu nome, que era dona de casa em uma grande residência em Tebas, bem como o nome de seu pai, Nespare, e de sua mãe, Tasenirit. Na reconstituição do rosto imaginou-se até a peruca que poderia ter sido usada por ela.

MÚMIA DE TAKABUTI Em 1834 um homem de posses chamado Thomas Greg, ao visitar o Egito, comprou o cadáver num "mercado de múmias" em Tebas e o levou de navio para Belfast, capital da Irlanda do Norte, presenteando-a para a Belfast Natural History and Philosophical Society, precursora do museu da província de Ulster. A múmia foi desembrulhada pela primeira vez em 27 de janeiro de 1835 por Edward Hincks, um egiptólogo pioneiro do seu tempo que decifrou os hieróglifos do sarcófago. Tendo sido a primeira múmia a ser levada para a Irlanda, foi desembrulhada frente a uma seleta assistência de estudiosos da época. O clima era de publicidade com os jornais cobrindo o evento e informando que a raridade seria exibida para o público em geral em 30 e 31 de janeiro, bem como nos dias 2, 4 e 6 de fevereiro daquele ano. Ela foi a segunda múmia a ser desembrulhada nas Ilhas Britânicas e a primeira em que isso foi feito diante de uma audiência que incluia acadêmicos e médicos, os quais encaravam o momento de um ponto de vista científico. Também havia outros interessados no evento, inclusive um fabricante de tecidos que desejava saber que tipo de linho podia durar por milhares de anos. Belfast era na época o principal produtor de linho e o interesse comercial neste assunto era grande. A múmia logo se tornou uma sensação e a maior atração do museu. Há relatos de que na páscoa de 1835 verdadeiras multid§es passavam diante do seu sarcófago e o interesse por ela permaneceu até hoje, como se pode ver.